domingo, 8 de maio de 2011

Eita Brasil vasto, cheio de trabalho para um dentista!!!

É meu caro colega, para vc que tá cursando odonto e pensando em desistir, ou para vc q pensa em cursar e todo mundo desanima dizendo, q não tem área de atuação, q vc vai passar fome, vou agora provar a vc q não é bem assim....

"Se fosse possível imaginar um mutirão para acabar com a epidemia de cárie no país, os 139.110 cirurgiões-dentistas brasileiros, que representam 11% de todos os profissionais do mundo, necessitariam trabalhar 24 horas diárias por 5 anos para chegarmos ao nível aceitável de CPOD ( Índice de Dentes Cariados, Perdidos e Obturados) da OMS - ( Organização Mundial de Saúde ) O nível de CPOD recomendado para a população infantil até 12 anos é de 3,0. No Brasil, nos últimos anos, este nível vem caindo, comprovando a importância da política preventiva e da instituição de ações primárias em saúde. Em avaliações anteriores, o nível era de 6,7. Aos 12 anos, nossas crianças apresentavam em média 7 dentes cariados na boca. Aos 18 anos, ao se apresentarem para o serviço militar, somente 32% dos jovens tinham sua dentição completa. O índice recomendado pela OMS é de 85%. A última avaliação de CPOD demonstrou uma melhora considerável deste índice, 3.06, com redução de 54% , resultados próximos ao recomendado pela OMS. (CFO, 1997)"

Vocês estão vendo? a carência da odontologia  brasileira, que nós estamos engatinhado nos níveis mundiais e que as melhoras que vemos são frutos de profissionais apaixonados pelo sua profissão, assim como eu tô me tornando, e graças a também claro a vários programas nacionais de saúde, como BRASIL SORRIDENTE.

"Um paradoxo: a população brasileira cresce 1.89% ao ano. O número de cirurgiões-dentistas chega a crescer 6,04% ao ano. São colocados no mercado de trabalho, anualmente, cerca de 8.236 novos profissionais, formados nas 90 escolas de Odontologia de todo o país. Existe uma distribuição desigual de cirurgiões-dentistas pelo território nacional, coincidentemente com semelhanças entre sua concentração e a de renda. Esta centralização de cirurgiões-dentistas nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste produz a maior metragemper capita destes profissionais por espaço ocupado que se tem notícia. As regiões Norte e Nordeste são carentes de qualquer recurso."

Nós que fazemos odonto estamos acostumados a escutar que para se viver bem é preciso sair daqui, do nordeste, para poder se ter uma boa renda, agora sabemos que não precisamos sair da nossa região pelo contrário ela precisa de nós. E pelo que pesquisei no nordeste só existem 21 faculdades de odontologia e em estados como Alagoas só existe uma faculdade, Bahia, Pernambuco e Ceará tem 3 e 4 faculdades cada os outros estados da nossa região tem 2. 

O Brasil precisa de nós, dentista e mais especificamente as regiões norte e nordeste, vamos juntos driblar os problemas bucais dos brasileiros e colocar o Brasil em níveis ótimos de saúde bucal, vamos mostrar que nós não estamos preocupados só com a estética, área que mais da rendimento, e sim com a social, com a humanização da ida ao dentista  com a melhoria de vida.

Mas, como tô ainda no primeiro semestre eu vou estudar e muito, por que o Brasil tá  precisando de mim!!

Será que o brasileiro vai ao Dentista??

É impressionante como a busca do brasileiro por melhoras na saúde tem crescido, mas também é impressionante os dados que o IBGE nos apresenta, em 10 anos a busca por tratamentos Odontológicos cresceu apenas 7,3%. E o que é pior 58% dos brasileiros não faz uso da escova de dentes e um terço da população nunca fez tratamento dentário. Entre os jovens os números também são alarmantes: 40% dos brasileiros com faixa etária entre 15 e 19 anos já perderam pelo menos um dente e o principal motivo – 93% dos casos, de acordo com o Ministério da Saúde, é a CÁRIE. 






Outro dados que o IBGE nos aprenta!
De 1998 para 2008, foi de 81,2% para 88,5% a parcela de pessoas que já haviam procurado o dentista
Cresceu a proporção de pessoas que já haviam ido ao dentista entre 1998 (81,2%), 2003 (84,1%, ou 147,9 milhões) e 2008 (88,5%, ou 165,5 milhões). Para visitas nos 12 meses anteriores à entrevista, os percentuais foram: 31,1%, 38,8% e 40,4%, respectivamente. Cabe destacar que, entre os 11,7% da população que nunca consultou um dentista, 47,9% tinham de 0 a 4 anos de idade, ou seja, 77,9% das crianças desta faixa etária nunca visitaram um dentista.


Em 2008, embora 88,3% da população já tivesse procurado um dentista, apenas 40,0% o fizeram há menos de um ano da data da entrevista. Enquanto 98,0% das pessoas com rendimento mensal domiciliar per capita acima de 5 salários mínimos já tinham ido ao dentista, o percentual foi de 71,3% para aqueles com rendimento de até ¼ do salário mínimo.

Caro colega, vamos juntos tentar mudar essa triste REALIDADE!!


Fontes:  IBGE

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mas, afinal o que é Câncer?


A aula de Genética hoje, que foi sobre câncer, e deixou-me essa dúvida, pois todos inclusive eu deram uma resposta diferente quando o professor perguntou o que era câncer, nenhum de nós estava errado, mas nenhum deu a resposta completa... eis agora  O QUE O CÂNCER.

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno)  ou o não crescimeto de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

O que causa o câncer?
As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.

O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.
O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

Como surge o câncer?

As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contêm os cromossomas, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula.
Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.




Como é o processo de carcinogênese? 
O processo de carcinogênese, ou seja, de formação de câncer, em geral se dá lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa prolifere e dê origem a um tumor visível. Esse processo passa por vários estágios antes de chegar ao tumor. São eles:


Estágio de iniciação
É o primeiro estágio da carcinogênese. Nele as células sofrem o efeito dos agentes cancerígenos ou carcinógenos que provocam modificações em alguns de seus genes. Nesta fase as células se encontram, geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um tumor clinicamente. Encontram-se "preparadas", ou seja, "iniciadas" para a ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio.





Estágio de promoção
É o segundo estágio da carcinogênese. Nele, as células geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para que ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor. A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio. Alguns componentes da alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são exemplos de fatores que promovem a transformação de células iniciadas em malignas.


Estágio de progressão
É o terceiro e último estágio e se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença.


Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados agentes oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios da carcinogênese.



Tratamento
O melhor tratamento ainda é aquele que visa evitar o surgimento da doença. Para tanto, os especialistas aconselham as pessoas a ter uma vida saudável: alimentação natural e rica em fibras, evitar o fumo e o álcool, ter uma vida tranqüila, fugindo do estresse, usar protetores ou bloqueadores solares e fazer exames de rotina para detectar o início da doença.

Atualmente, a medicina dispõe da radioterapia e de cirurgias para combater a doença. Quando se faz necessário a retirada do tumor, a cirurgia é o procedimento mais adequado. Já a radiação é utilizada para matar as células cancerígenas. Porém, este segundo procedimento tem efeitos colaterais como, por exemplo, queimaduras na pele provocada pela passagem da radiação.

A quimioterapia é um procedimento que visa, através da administração de drogas, impedir a reprodução das células cancerígenas, levando-as à morte. Esse procedimento também tem efeitos colaterais como, por exemplo, a queda de cabelos.

Nos casos de câncer de mama e de próstata é usada a hormonoterapia, pois estes tipos de tumores são sensíveis à ação de determinados hormônios.



 http://www.suapesquisa.com/cancer/
E informações obtidas na aula do prof. Flávio Furtado.

1° fórum de odontologia caririense!!!!

Não percam, vai ser de mais!!

Evolucionismo: aceitação e rejeição no séc. XXI

Ciência Hoje.
Revista N° 256
Vol° 43
Janeiro/Feveiro de 2009
Resumo 

A idéia da evolução biológica provocou uma mudança radical na maneira como enxergamos a natureza e a nós mesmos. Após o surgimento dessa ideia a diversidade genética dentro de uma epécie deixou de ser vista como defeito de fabricação, tornando-se a matéria prima para evolução.

entretanto, no momento em que se comemoram, os 150 anos da publicação do livro A origem das espécies, do naturalista inglês Charlie Darwin. O debate criacionista versus evolucionista parece não ter arrefecido. Um movimento de forte cunho religioso religioso tem, nos últimos anos, tentando impor ao sistema público de ensino uma visão religiosa da origem  evolução da vida.

Neste cenário destaque-se o papel de algumas organizações criacionistas norte-americanas, como o instituto para pesquisa de criação ( The institute for creating) e cultura do instituto discovery.

Eles tentam justificar o ensino de outras teorias além da evolução biológica, como forma de incentivar o debate e o senso crítico dos alunos. seguindo essa estratégia e liderados professor de direito Philip Johnson, da Universidade de Berkeley , os criacionistas norte-americanos fundamentaram, no início dos anos 90, um movimento denominado Desenho Inteligente. O principal objetivo desse movimento é dar uma roupagem científica a seus argumentos para transformar o criacionismo em uma teoria respeitável e, de preferência, no meio desse processo, desacreditar a teoria da evolução.


Uma pesquisa realizada em 34 países e publicada em agosto de 2006 pela revista científica Sciense mostra que, na Dinamarca, Islândia, Suécia e França mais de 80% dos adultos aceitam como verdadeira a teoria da evolução, percentual que fica em 78% no Japão. Nos EUA, porém somente cerca de 40% dos adultos acham essa teoria válida. 


Não percam!!!

Não podemos Faltar!!!

1° fórum Caririense de Odontologia 
Nos dias 26, 27 e 28 de maio.

Palestras e atividades sociais! 

Com a presença já confirmada:
Gilberto Pucca ( coordenador nacional de Saúde Bucal)
Marlio Ximenes ( presidente  do CRO-CE)
Rogério Zimmermann ( mestre em Endodontia pela UFPE, doutor em Odontologia Legal e Deontologia pela Unicamp, professor do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, professor da Associação Caruaruense de Ensino Superior – ASCES e coordenador do curso de Especialização em Odontologia Legal da Faculdade de Odontologia de Caruaru.)

As inscrições começam dia 16/05/11 e vão até o dia 21/05/11
Vagas limitadas!!
Procure os seguintes locais para inscrição:
Faculdade Leão Sampaio Campus Saúde
Cariri Shoping (Loja da faculdade)
O valor da inscrição serão 2Kg de alimentos!
O evento promete, não percam essa grande oportunidade!!!


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               Vamos????
O interodonto é o maior encontro de estudantes de odontologia do país!


terça-feira, 3 de maio de 2011

1° Fichamento da gincana de genética!!

Terapia gênica: o que é, o que não é e o que será
Rafael linden é médico, doutor em Ciências, professor titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, UFRJ.  @ – rlinden@biof.ufrj.br Recebido em 29.7.2010. Aceito em 17.8.2010.

“Em paralelo, a determinação de fatores genéticos de suscetibilidade a certas doenças, seu curso e suas manifestações clínicas (nCBI, 2009), bem como o enorme avanço na compreensão da biologia celular e molecular de eventos patológicos fundamentais, tais como processos inflamatórios, distúrbios de proliferação e morte celular programada (Coleman & tsongalis, 2009), aumentam a expectativa de que a manipulação do genoma possa vir a ser aplicada a uma ampla gama de doenças.” (p.31)

“essa é uma área ainda incipiente da medicina, praticada especialmente nos laboratórios de pesquisa fundamental, e sua aplicação ainda é estritamente experimental.” (p.31)

“Começara uma nova era. a era da terapia gênica (ou terapia genética), ou seja, o procedimento destinado a introduzir em um organismo, com o uso de técnicas de DNA recombinante, genes sadios (nesse contexto denominado “genes terapêuticos”) para substituir, manipular ou suplementar genes inativos ou disfuncionais (Linden, 2008).” (p.31)

“entretanto, foi só no início da década seguinte que Paul Berg conseguiu de fato manipular uma molécula de DNA (Jackson et al., 1972), criando a tecnologia do DNA recombinante.” (p.32)

“a idéia de usar as técnicas de DNA recombinante para corrigir o genoma foi inspirada nas doenças causadas por mutação em um único gene (ditas doenças monogênicas). nesse caso, a idéia é substituir ou suplementar a expressão do gene disfuncional, mediante a inserção de uma ou mais cópias do gene terapêutico (Porteus et al., 2006; o’Connor & Crystal, 2006; Brinkman et al., 2006). o tratamento da  sCId-ada representa uma aplicação bem-sucedida dessa idéia.” (p.33)

“Mas as doenças monogênicas não são o único alvo da terapia gênica (Figura 1). a medicina moderna luta contra muitas doenças complexas, cujas causas primárias ainda não são conhecidas e para as quais há, na melhor das hipóteses, apenas tratamentos paliativos. em certos casos, é possível planejar uma intervenção por meio de terapia gênica, visando reduzir ou evitar a progressão da doença. a intervenção pode ser baseada no conhecimento de determinantes genéticos de suscetibilidade ou gravidade, ou na oportunidade de alterar mecanismos fundamentais ou a fisiologia das células, dos órgãos ou sistemas afeta-34 estudos avançados 24 (70), 2010 dos pelas doenças (Cardone, 2007; Flotte, 2007)” (p.33 e 34.)

“Finalmente, há uma forma peculiar de terapia gênica denominada vacina de DNA. nessa, ao invés da utilização de uma proteína ou um vírus completo inativado, como se faz nas vacinas convencionais, o paciente recebe o gene que codifica uma proteína típica do agente agresso” (p.34)

“Já as terapias gênicas são baseadas na introdução ou modificação de genes. Isso pode ser feito diretamente in vivo, sem o auxílio de células inteiras do próprio paciente ou de doadores.” (p.34)

“a base da terapia gênica consiste na introdução de genes em células. Porém, a entrada de DNA puro através da membrana plasmática de células eucarióticas é extremamente rara (vellai & vida, 1999). essa dificuldade é, naturalmente, benéfica para o organismo, pois dificulta alterações espúrias do metabolismo celular e até mesmo transformações semelhantes às que se observam na evolução das espécies.” (p.35)

“outra forma de introduzir DNA em células está sendo desenvolvida a partir de preparados obtidos por técnicas avançadas de nanotecnologia (sanvicens & Marco, 2008). aí se incluem polímeros que formam verdadeiras redes que prendem um gene e soltam sua carga quando penetram nas células, bem como vesículas de lipídeos contendo o DNA, capazes de fundir com a membrana das células, liberando seu conteúdo no interior destas últimas.” (p.38)

“Como em outras áreas de investigação de novos métodos terapêuticos, a aprovação de um produto ou processo de terapia gênica depende da realização de uma série de ensaios clínicos, que são classificados por fases. Inicia-se pela chamada fase I, cujo objetivo é testar a segurança do procedimento e identificar quaisquer efeitos adversos atribuídos ao novo produto ou método. seguem-se ensaios de fase II, III e Iv que, progressivamente e sempre acompanhados de vigilância quanto a efeitos adversos, destinam-se a testar a eficácia do novo produto ou método em amostras crescentes de pacientes, freqüentemente distribuídos em múltiplos centros de pesquisa” (p.40)

“a segurança ainda é a principal barreira ao desenvolvimento da terapia gênica para a prática médica. o principal entrave é o fato de que os vetores não virais mais seguros disponíveis no momento são ainda pouco eficientes ou têm aplicação muito limitada, como é o caso dos plasmídeos discutidos antes. a alta eficiência de transdução de vetores virais torna estes últimos os mais promissores para aplicação. entretanto, alguns tipos, particularmente de vetores adenovirais e retrovirais, os mais utilizados até hoje, produziram efeitos adversos, alguns graves e mesmo fatais, e contribuíram fortemente para o bloqueio de muitos estudos na fase I.” (p.42)

“a variedade de genes utilizados nos ensaios clínicos (Figura 10) reflete o caráter ad hoc da terapia gênica. É provável que o avanço dessa área de pesquisa médica seja fortemente influenciado pela tendência ao desenvolvimento de medicina personalizada, com base em avanços da genética, da farmacogenômica e de outros campos de investigação moderna. ainda assim, a prevalência de antígenos, citocinas, supressores de tumor e genes suicidas corresponde à predominância de câncer como indicação terapêutica mais freqüente na pesquisa clínica nessa área.” (p.44 e 45)

“o tópico de vetores é, sem dúvida, o mais crítico para o avanço da terapia gênica no sentido da aplicação à prática médica.” (p.45)

“Cresce, contudo, a expectativa de utilização de vetores virais intrinsecamente mais seguros, como os vetores derivados de vírus adenoassociado.” (P.45)

“Hemofilia: Como cada tipo de hemofilia é uma doença monogênica, o procedimento é o de introduzir o respectivo gene sadio (fator vIII ou fator IX, dependendo do tipo de hemofilia) em células do paciente, para que essas passem a produzir a proteína necessária. a terapia deve não apenas fazer o organismo voltar a produzir a proteína que falta, mas produzi-la em quantidade suficiente para restabelecer a saúde do paciente e por longo prazo, idealmente por toda a vida.” (p.45)

“o resultado demonstra a necessidade de cautela na transição de estudos pré-clínicos para ensaios clínicos, mesmo na ausência de efeitos adversos sérios, e forneceu dados cruciais para o avanço da aplicação clínica de terapia gênica. novos estudos experimentais estão em andamento, visando evitar essa resposta imunitária com o emprego de variantes do vetor e imunossupressão transitória, que guiarão novos ensaios clínicos (Hasbrouck & High, 2008).” (p.46)

“a LCa é uma doença que provoca cegueira progressiva, iniciando-se com perda importante de visão em bebês e progredindo ao longo do tempo para cegueira total. Inicialmente, os fotorreceptores, células retinianas sensíveis à luz e imprescindíveis para a visão, são inativados, mas permanecem vivos na retina (den Hollander et al., 2008). Com o passar dos anos, os fotorreceptores inativos, predominantemente os bastonetes que funcionam em baixos níveis de luminosidade, degeneram e desaparecem.” (spuy et al., 2005). (p.46)

“tratamentos para os demais grupos de pacientes terão de ser desenvolvidos caso a caso. ainda assim, trata-se de um avanço importante no desenvolvimento de novas terapias para doenças que levam à cegueira, e já está em andamento um ensaio clínico fase II para confirmar (ou não), de forma sistemática, a possível eficácia do tratamento.” (p.48)

“Câncer: a maioria dos ensaios clínicos de terapia gênica tem sido feita em pacientes de câncer (Figura 9), em geral em estágios avançados. o efeito desejável de qualquer tratamento para o câncer é o de provocar a morte seletiva das células tumorais (evan & Littlewood, 1998; Green & evan, 2002). Células cancerosas geralmente multiplicam-se com rapidez, o que explica o crescimento dos tumores. Muitos fármacos são usados no tratamento do câncer justamente porque atacam seletivamente células que se multiplicam com rapidez e, portanto, matam células tumorais (Wang et al., 2008; Prochownik, 2008; vazquez et al., 2008.” (p.48)

“a necessidade fisiológica de renovação contínua das células do sangue, a partir da proliferação de precursores na medula óssea, implica, entretanto, efeitos adversos graves da quimioterapia. esses efeitos são difíceis de evitar, pois, entre outros fatores, os medicamentos são injetados na circulação. Para tratamento de câncer, é desejável atingir, de alguma forma, apenas as células tumorais. no caso de tumores sólidos, como tumores originados no sistema nervoso central, isso é possível mediante terapia gênica localizada (Rainov & Ren, 2003), e várias estratégias vêm sendo desenvolvidas nesse sentido (tabela 2).” (p.48)

“o procedimento apelidado de “técnica de genes suicidas” consiste em introduzir nas células tumorais um gene que não existe no genoma humano e codifica a enzima timidina cinase, proveniente do genoma do herpesvírus. a presença dessa enzima em uma célula humana mata a célula na presença de uma droga chamada ganciclovir, pois a timidina cinase transforma o ganciclovir em uma toxina” (p.48)

“embora a eficácia da tecnologia de gene suicida para tratamento de tumores seja ainda controversa, alguns estudos obtiveram resultados animadores.” (p.49)
“Doença de Parkinson: as doenças neurodegenerativas são uma das classes mais problemáticas para a medicina contemporânea. apesar dos avanços ocorridos desde os anos 1990, período denominado “década do cérebro” (Goldstein, 1994), e do extenso conjunto de conhecimentos acumulados sobre diversos aspectos da patogênese, genética, curso clínico, complicações e resposta aos diversos tratamentos testados ao longo de anos de investigação, há uma conspícua carência de opções terapêuticas, particularmente nos estágios mais avançados destas doenças (Radunovic et al., 2007; Cacabelos, 2007; Han & Mcdonald, 2008; Jalbert et al., 2008; Gauthier & Poirier, 2008; olanow et al., 2008).” (P.50)
“Isso resulta em depleção de dopamina, o neurotransmissor utilizado pelos neurônios que degeneram no alvo dos prolongamentos dos neurônios da substância negra, que se chama corpo estriado. Com a evolução da doença, encontra-se adicionalmente o envolvimento de outros sistemas de neurotransmissores. os distúrbios motores típicos da doença, como tremor de repouso, lentidão dos movimentos e rigidez muscular, são freqüentemente acompanhados por instabilidade postural, disfunção visceral e distúrbios cognitivos (Guttman et al., 2003). os mecanismos que levam à morte dos neurônios da substância negra são ainda controversos (dawson & dawson, 2003; dauer & Przedborski, 2003). (p.51)

“estratégias de terapia gênica para tratamento da doença de Parkinson incluem a indução da produção local de dopamina no estriado, a oferta de fatores neurotróficos para reduzir a perda progressiva de neurônios dopaminérgicos ou, ainda, a compensação do desequilíbrio funcional na rede de comunicação celular dos núcleos da base (Chen et al., 2005).” (p.52)

“As agências reguladoras envolvidas na autorização e no controle de ensaios clínicos em terapia gênica agiram rapidamente em ambos os casos de efeitos adversos aqui relatados. em 1999, o ensaio que resultou na morte do paciente foi suspenso definitivamente, apesar da ausência de efeitos adversos graves nos outros 17 pacientes tratados no mesmo estudo. no caso dos ensaios para sCIdXL, os procedimentos terapêuticos já estavam encerrados, mas as autorizações 56 estudos avançados 24 (70), 2010para outros ensaios semelhantes foram suspensas até a avaliação criteriosa dos dados e, posteriormente, voltaram a ser concedidas. em que pese o reconhecimento de que o procedimento de terapia gênica foi responsável pelos efeitos adversos, os comitês reguladores concluíram que nenhum desses eventos, assim como outros efeitos adversos relatados ocasionalmente, justifica a abolição de ensaios clínicos em terapia gênica. na verdade, a análise dos efeitos adversos tem contribuído para orientar o desenvolvimento biotecnológico na área e, ao mesmo tempo, aperfeiçoar a regulamentação e os critérios para autorização de ensaios clínicos.” (p.55 e 56)

“Entre outras ações, empresas começaram a investir no patenteamento de genes ou mesmo de seqüência de fragmentos de DNA que ainda não tinham sequer sido associadas a genes propriamente ditos. Mais de três milhões de patentes relacionadas ao genoma foram solicitadas até hoje nos estados unidos. a legislação norte-americana em geral permite o patenteamento de genes, desde que isolados (e não apenas descritos como seqüência de nucleotídeos) e acompanhados de evidência de utilidade, por exemplo, para desenvolvimento de testes diagnósticos. entretanto, o patenteamento de genes é controverso. Por exemplo, as normas internas para avaliação da utilidade de descobertas relativas a genes, em vigor desde 2001 pelo escritório de Patentes dos estados unidos (uspto), foram e ainda é objeto de severas críticas, das quais o uspto se defende com base nas leis de patentes vigentes nos estados unidos. Já o Instituto nacional da Propriedade Industrial (Inpi), órgão brasileiro que concede patentes com validade nacional, informa em sua página que o patenteamento de genes naturais não é permitido no Brasil” (p.57)

“o interesse do setor industrial na terapia gênica pode ser ilustrado por dados provenientes de organizações especializadas em prospecção tecnológica. análise da evolução do número de produtos destinados à terapia gênica, em fase de desenvolvimento por parte de empresas, revela um aspecto importante.” (p. 60)

“A partir de 2005, começou a ser organizada no Brasil uma Rede de terapia Gênica. essa rede, coordenada pelo autor, congregou inicialmente 14 grupos de pesquisa de três estados (Rio de Janeiro, são Paulo e Rio Grande do sul), dedicados à pesquisa na área de terapia gênica e vacinas de DNA. os estudos envolvem desenvolvimento de vetores virais, pesquisa básica e testes pré-clínicos nas áreas de câncer, doenças genéticas, doenças neurodegenerativas e vacinas de DNA para dengue, doença de Chagas, infecções por estreptococos e câncer.” (p.60)

“O Brasil prepara-se para participar do advento da terapia gênica na prática médica. o contingente de cientistas, técnicos, médicos e empresários envolvidos nesse campo no país ainda são minúsculo, comparado aos países do Primeiro Mundo. Mas a decisão de investir nessa área, tanto do ponto de vista financeiro quanto do ponto de vista científico e educacional, seguramente terá retorno significativo para a medicina brasileira do século XXI. (p. 62)



Professo eu fiz certo??